RECLAMAÇÃO DE SABRINA LEVA CASA BRANCA A APAGAR POST NO X

SABRINA CARPENTER EXIGE REMOÇÃO DE VÍDEO DA CASA BRANCA APÓS USO DE SUA MÚSICA EM AÇÃO SOBRE DEPORTAÇÃO

A popstar Sabrina Carpenter se viu, de forma inesperada, no centro de uma polêmica política internacional após a Casa Branca utilizar uma de suas músicas para promover ações de deportação de imigrantes ilegais nos Estados Unidos. O episódio ganhou repercussão imediata nas redes sociais, terminou com a remoção do conteúdo do perfil oficial do governo no X (antigo Twitter) e reacendeu o debate sobre o uso de obras artísticas em campanhas institucionais de cunho político.

sabrina
Foto de Sabrina Carpenter (Foto: Instagram @sabrinacarpenter)

O vídeo, que chegou a circular rapidamente antes de ser apagado da plataforma, utilizava a faixa “Juno” como trilha sonora enquanto exibia imagens de agentes da ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) algemando e perseguindo imigrantes. Além disso, a publicação fazia referência direta a um meme popular da turnê de Sabrina, no qual ela “prende” simbolicamente alguém da plateia durante o show. A associação entre humor e cenas reais de repressão foi considerada ofensiva e inaceitável pela artista.

Sabrina se manifestou de forma rápida e extremamente dura. Em publicação direta, escreveu: “Esse vídeo é maligno e repugnante. Nunca me envolva, nem a minha música, para beneficiar sua agenda desumana.” A resposta viralizou em poucos minutos, gerando apoio massivo de fãs e de outros nomes da indústria musical. Poucas horas depois, o vídeo foi apagado do X, embora ainda permaneça disponível no TikTok, o que segue gerando críticas.

Foto de Donald Trump e Sabrina Carpenter (Foto: Instagram @realdonaldtrump @sabrinacarpenter)

Conhecida por ter posições políticas claras, Sabrina Carpenter é abertamente contrária a Donald Trump e às políticas de deportação em massa. Para ela, a utilização de sua música nesse contexto não apenas fere sua identidade artística, mas também associa sua imagem a uma pauta que ela rejeita publicamente. O caso reacendeu debates sobre os limites legais, éticos e simbólicos no uso de obras musicais por instituições governamentais.

Especialistas apontam que, mesmo quando o uso pode ser amparado por direitos de reprodução em redes sociais, o aspecto moral pesa de forma significativa. A rejeição pública do artista gera desgaste institucional, pressão social e, muitas vezes, recuos estratégicos, como ocorreu neste episódio. A situação também reforça o poder de mobilização da cultura pop nos debates políticos contemporâneos.

Foto de Sabrina Carpenter (Foto: Instagram @sabrinacarpenter)

A mobilização dos fãs foi imediata. Hashtags em apoio à cantora rapidamente figuraram entre os assuntos mais comentados, enquanto milhares de mensagens cobravam respeito à liberdade artística. Muitos internautas destacaram que o uso da música em um contexto de perseguição distorce completamente o significado leve e bem-humorado que marca a carreira de Sabrina.

Mesmo em meio à polêmica, a agenda da cantora segue em ritmo acelerado. Após o lançamento do álbum “Man’s Best Friend”, ela manteve a “Short n’ Sweet Tour” até o fim de novembro, consolidando uma das fases mais bem-sucedidas de sua carreira. Para 2026, as expectativas são ainda maiores.

Sabrina será headliner do primeiro dia do Lollapalooza Brasil, em março, além de liderar as edições do festival no Chile e na Argentina. Na sequência, será uma das principais atrações do Coachella, nos Estados Unidos, em abril. O episódio com a Casa Branca, portanto, surge em um momento de enorme visibilidade global, ampliando ainda mais o alcance de sua postura firme.

LEIA MAIS MATÉRIAS NA SONORICA MIX:

JUSTIN BIEBER EMPLACA HIT DE 2011 NO TOP 40 GLOBAL DO SPOTIFY

LOLLAPALOOZA ANUNCIA SIDESHOWS DE INTERPOL, TV GIRL E BLOOD ORANGE EM SP

ROCK IN RIO 2026 CONFIRMA MAROON 5, DEMI LOVATO E JOÃO GOMES

MAMA AWARDS 2025 DESTACA STRAY KIDS E ROSÉ ENTRE OS VENCEDORES