SAIBA QUEM SÃO OS 4 POLICIAIS MORTOS NA OPERAÇÃO MAIS LETAL DO RIO DE JANEIRO

SAIBA QUEM SÃO OS POLICIAIS QUE PERDERAM A VIDA NA OPERAÇÃO MAIS LETAL DO RIO

A megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, entrou para a história como a mais letal já registrada no estado. A ação, batizada de Operação Contenção, deixou mais de 130 mortos e abalou profundamente as forças de segurança, especialmente após a confirmação da morte de quatro policiais, sendo dois civis e dois militares.

Policiais
(Foto: JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO)
AS PRIMEIRAS HORAS DE CONFRONTO

A operação mobilizou cerca de 2.500 agentes e começou nas primeiras horas de terça-feira (28). O objetivo era cumprir mandados de prisão contra líderes do Comando Vermelho, que estariam escondidos nas comunidades. No entanto, o confronto rapidamente tomou proporções devastadoras.

Segundo o governo do estado, 64 mortes foram registradas oficialmente no primeiro balanço, mas relatos de moradores apontam para um número muito maior. Na madrugada de quarta (29), dezenas de corpos foram encontrados por moradores em uma área de mata na Serra da Misericórdia, sendo levados até a Praça São Lucas, na Penha.

O secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que os corpos levados pelos moradores não faziam parte do balanço oficial, o que aumenta a incerteza sobre o total de vítimas.

OS HERÓIS QUE NÃO VOLTARAM

Entre os mortos estão quatro policiais que atuavam na linha de frente dos confrontos. Eles foram homenageados pelo governador Cláudio Castro, que decretou luto oficial e promoveu os agentes postumamente.

Foto dos Policiais mortos em combate.

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, conhecido como Máskara, era comissário da 53ª DP (Mesquita). Experiente e respeitado pelos colegas, foi atingido durante a chegada das equipes ao Complexo da Penha.

Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna), também foi morto no mesmo momento. Ambos foram socorridos ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.

Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Bope, foi baleado durante o avanço da tropa na Vila Cruzeiro, região tomada por barricadas e resistência armada.

Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope, também perdeu a vida em combate.

TENSÃO E SOLIDARIEDADE

Durante a operação, o delegado Bernardo Leal, adjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), foi baleado e segue internado em estado grave após cirurgia.

As forças de segurança receberam manifestações de apoio de diversos setores da sociedade, mas também enfrentam críticas pelo alto número de mortes. Organizações civis e representantes do governo federal pediram transparência e investigação sobre a condução da ação.

(Foto: reprodução)

Enquanto o governador Cláudio Castro defende que o estado “agiu sozinho” para combater o crime organizado, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski afirmou que o governo federal atendeu a todas as solicitações feitas pelo Rio.

O episódio reacende o debate sobre o equilíbrio entre segurança e direitos humanos, e sobre o custo humano das operações em áreas dominadas pelo tráfico.

Os quatro policiais mortos, lembrados como símbolos de coragem e dever, agora se tornam nomes que marcam a história de uma das operações mais trágicas do Rio de Janeiro.

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