Luísa Sonza revelou um lado pouco visto de sua trajetória artística ao admitir que sentiu receio ao gravar ao lado de lendas da música brasileira. A cantora contou que precisou “chegar de mansinho” nesses encontros, não por insegurança sobre seu talento, mas pelo profundo respeito que sente por artistas que ajudaram a construir a história da música no país. O relato trouxe à tona um momento de vulnerabilidade e maturidade, mostrando uma Luísa mais consciente do espaço que ocupa hoje.

Segundo a artista, o sentimento surgiu assim que percebeu o peso simbólico daqueles estúdios e daquelas vozes. Estar diante de referências que sempre admirou despertou cautela, escuta e humildade. Para ela, não se tratava apenas de gravar uma música, mas de dividir experiências com pessoas que atravessaram décadas, estilos e transformações do mercado musical. “Eu observei muito, ouvi mais do que falei no começo”, disse, deixando claro que o aprendizado começou antes mesmo da gravação propriamente dita.
O receio, no entanto, nunca foi um bloqueio criativo. Luísa explicou que usou esse sentimento como combustível para se preparar ainda mais, estudar, entender o contexto e respeitar os processos já estabelecidos. Ao mesmo tempo, ela sabia que precisava ocupar seu lugar de forma legítima, sem apagar sua identidade artística. Encontrar esse equilíbrio foi um dos maiores desafios do momento.

A convivência com artistas mais experientes trouxe reflexões profundas sobre carreira, longevidade e propósito. Luísa destacou que aprendeu muito além da música, absorvendo ensinamentos sobre postura, ética profissional e relação com a arte. Pequenas conversas nos bastidores, histórias compartilhadas e observações silenciosas se tornaram parte essencial dessa vivência, que ela descreve como transformadora.
Com o passar do tempo, o clima de tensão deu lugar ao acolhimento. A cantora foi recebida com generosidade e respeito, o que a ajudou a se soltar e contribuir de forma mais ativa no processo criativo. Aos poucos, ela passou a sugerir ideias, ajustar interpretações e se sentir parte real da construção musical. Esse acolhimento reforçou a importância do diálogo entre gerações dentro da música brasileira.

Luísa também refletiu sobre o significado de estar, hoje, ao lado de artistas consagrados. Para ela, isso representa não apenas reconhecimento, mas também responsabilidade. “Estar nesse espaço exige compromisso com a arte e com o público”, afirmou, deixando claro que entende o impacto de sua voz e de suas escolhas. A cantora reconhece que sua trajetória foi construída rapidamente, mas reforça que amadurecer emocional e artisticamente é um processo contínuo.
O depoimento repercutiu entre fãs e colegas de profissão, principalmente entre artistas mais jovens. Muitos se identificaram com a sensação de enfrentar ídolos de perto e lidar com o medo de não corresponder às expectativas. Luísa reforçou que sentir receio é humano e faz parte do crescimento, desde que não paralise nem silencie quem você é.

Ao final, a cantora destacou que essas experiências foram fundamentais para fortalecer sua autoconfiança. Gravar com lendas da música não apenas resultou em um trabalho especial, mas também marcou uma virada interna. Luísa Sonza saiu dessas gravações mais consciente, mais firme e ainda mais conectada com sua própria verdade artística, mostrando que chegar “de mansinho” também pode ser uma forma poderosa de ocupar grandes espaços.
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