MORADORES DA PENHA RELATAM MAIS DE 60 CORPOS ENCONTRADOS APÓS OPERAÇÃO NO RIO
O Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, viveu um dos momentos mais sombrios de sua história recente. Moradores da comunidade afirmaram ter encontrado mais de 60 corpos em uma área de mata nesta quarta-feira (29), um dia após a operação policial mais letal do estado, que oficialmente resultou em 64 mortes.

Os corpos foram inicialmente levados por moradores até a Praça São Lucas, ponto central de comércio popular na região. Em seguida, equipes da Defesa Civil realizaram o recolhimento e encaminharam as vítimas ao Instituto Médico Legal (IML).
LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS FALAM EM MAIS DE 100 MORTES
Representantes locais afirmam que o número de mortos pode ser ainda maior do que o divulgado oficialmente. De acordo com as lideranças da Penha, pelo menos 64 corpos já foram identificados, mas há relatos de desaparecidos e de novas vítimas sendo encontradas na área da Vacaria, região da Serra da Misericórdia, onde ocorreram os confrontos mais intensos entre as forças de segurança e integrantes do Comando Vermelho.

A VERSÃO OFICIAL DA POLÍCIA
O coronel Marcelo de Menezes Nogueira, secretário da Polícia Militar, afirmou que os corpos recolhidos pelos moradores não haviam sido contabilizados no balanço oficial. Segundo o governo do estado, entre os 64 mortos confirmados até o momento, 60 seriam criminosos e quatro agentes de segurança, sendo dois da Polícia Civil e dois do Bope.
Esses policiais foram homenageados pelo governador Cláudio Castro (PL-RJ), que determinou promoção póstuma aos cargos superiores.
A OPERAÇÃO CONTENÇÃO E O CAOS NO RIO DE JANEIRO
Batizada de Operação Contenção, a ação foi planejada por cerca de dois meses, após um ano de investigações. A missão visava cumprir 100 mandados de prisão contra chefes do tráfico do Rio e do Pará, escondidos em comunidades da Penha. Segundo a PM, 81 mandados foram cumpridos com sucesso.
Mas a operação rapidamente se transformou em um cenário de guerra urbana. Houve tiroteios intensos, uso de granadas lançadas por drones, e bloqueio total de vias importantes, como a Avenida Brasil e as Linhas Amarela e Vermelha.
O caos se espalhou: escolas e universidades suspenderam aulas, hospitais interromperam atendimentos, e centenas de comércios fecharam as portas por segurança.
IMAGENS CHOCANTES E NOVAS INVESTIGAÇÕES
Durante a operação, um drone da Polícia Civil registrou imagens de criminosos fugindo por trilhas clandestinas na mata da Vila Cruzeiro, cena que remeteu à ocupação do Complexo do Alemão em 2010.
Agora, autoridades investigam possíveis abusos e excessos cometidos durante a ação, enquanto familiares buscam desaparecidos nas regiões de mata.
CONFRONTO POLÍTICO ENTRE ESTADO E UNIÃO
Após a operação, o governador Cláudio Castro afirmou que o Rio “agiu sozinho” no combate ao Comando Vermelho e que teria recebido negações de apoio federal. Em resposta, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski rebateu a acusação, afirmando que “todas as solicitações foram atendidas”.
Os dois devem se reunir ainda nesta quarta-feira (29) para discutir as responsabilidades e os próximos passos após o episódio que mergulhou o Rio em luto e indignação.
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